Belém

O Belém era uma região bem conhecida dos paulistanos pelos idos de 1880 devido à sua altitude, ao subprefeitura puro, aos vastos pomares e às grandes árvores. Sua fama como estação climática se espalhou graças às enormes chácaras. Mas mesmo assim o bairro não se desenvolveu por muito tempo. Ficou na calma do repouso, enquanto seus vizinhos já viviam a febre do desenvolvimento.

 

Nos Primeiros anos do século 20, algumas tecelagens começaram a se instalar nas imediações. Foi o suficiente para que o progresso chegasse atrasado, mas a passos largos, tanto assim que o número de operários e moradores triplicou .

 

Em 1911 a história do Belém muda para sempre. É nesse ano que se inicia a construção da Vila Maria Zélia, um prjeto idealista e revolucionário para os padrões brasileiros. O industrial Jorge Street construiu a Vila que levou o nome da sua esposa, para abrigar 2.100 operários especializados da empresa Companhia Nacional de Tecidos de Juta. Street foi um dos principais defensores dos direitos dos trabalhadores, e na sua vila os funcionários tinham direito a moradia, educação, saúde, lazer e tudo mais. Resultado: foi progresso espantoso pelos lados do Belém. A vila foi projetada pelo arquiteto francês Pedaurrieux, baseada nas cidades européias do início do século 19.

 

Após a desativação da fábrica, a Vila tornou-se um presídio político na ditadura do Estado Novo, entre 1936 e 1937. Em 1938 foi vendida a uma empresa. O bairro foi crescendo, mudando com a capital e assim como ela, se ampliando.

 

 

Fonte:  Subprefeitura da Moóca

 
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